10/11/08
Palestra esclarece Diplomacia Participativa para alunos de Relações Internacionais

À esquerda, o Embaixador Jerônimo Moscardo e, a direita,
o coordenador do Curso de R.I., Marcelo P. Mariano
O conceito que reconhece a necessidade de contar com a experiência e a vivência dos cidadãos residentes no exterior, para melhor eficácia da representatividade do país, norteou a exposição ministrada pelo Embaixador Jerônimo Moscardo, presidente da Funag (Fundação Alexandre de Gusmão), entidade vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Moscardo explicou que muitas das atividades pertinentes as Embaixadas dos países, não poderiam se realizar somente com a participação dos colaboradores dos quadros diplomáticos e administrativos. Ao falar de sua gestão na Bélgica (2004-2005), declarou que “...tornou-se fundamental a obtenção do concurso das comunidades brasileira e belga”. Na condução da chamada “clonagem” de embaixadores, o diplomata angariou apoio com a mobilização de três vetores: o saber (intelectuais, professores, artistas e estudantes), o fazer (empresários) e o viver (a cidadania em geral).
Uma das mais expressivas contribuições de Moscardo no âmbito da diplomacia participativa foi o projeto de emenda constitucional que permitirá à comunidade brasileira residente no exterior eleger, entre seus membros, seus representantes no Congresso Nacional.
Para o coordenador do Curso de R.I. das Faculdades Integradas Rio Branco, Marcelo Mariano, o diálogo fomentou questões importantes para a formação do aluno, “Atualmente, a ação do profissional de Relações Internacionais vai muito além do campo da diplomacia do Estado. O Brasil é um país que tem uma grande contribuição a oferecer neste sentido”, pondera.
A apresentação também contou com a ilustre presença do professor de Marketing Cultural e representante do Instituto Fernando Henrique Cardoso, George Alex Legmann.