Publicado em: 18/11/2015

18/11/2015

Faculdades Integradas Rio Branco realizam seminário sobre os 120 anos de relações entre Brasil e Japão

As Faculdades Integradas Rio Branco realizaram, no dia 17 de novembro, a primeira edição do Seminário Brasil e Japão: 120 anos de Relações Diplomáticas. Direcionado a empresários, estudantes, pesquisadores e nipo-brasileiros, o evento reuniu importantes especialistas para discutir aspectos históricos e contemporâneos da relação diplomática entre os dois países.

Edman Altheman, diretor-geral das Faculdades Rio Branco, fez a abertura do evento, ao lado do diretor acadêmico e idealizador do seminário, Alexandre Uehara. As discussões contaram com a participação do Embaixador Edmundo Fujita; da Cônsul Geral Adjunta do Consulado do Japão em São Paulo, Hitomi Sekiguchi; e dos professores Masato Ninomiya  e Kotaro Horisaka

O objetivo do seminário foi celebrar os 120 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, que foi estabelecido em 5 de novembro de 1895 entre o Brasil e o Japão, e mostrar a importância dos laços de amizade, diplomacia e parcerias que unem os dois países.


Edman Altheman e Alexadre Uehara na abertura do seminário

 
O Embaixador Edmundo Fujita começou a palestra abordando os momentos diplomáticos relevantes antes da II Guerra Mundial, dividindo o relacionamento bilateral em quatro partes: a assinatura do Tratado de 1895, a cooperação na Conferência de Paris de 1919, a crise das cotas de imigração de 1933-34 e o rompimento das relações diplomáticas na II Guerra Mundial.

Analisando o rompimento das relações diplomáticas entre Brasil e Japão na ocasião da II Guerra Mundial, Masato Ninomiya falou da repercussão do caso, da situação dos brasileiros que se encontravam no Japão à época, e como a reciprocidade de tratamento influenciou as condições dos japoneses no Brasil. O convidado falou, também, sobre a chamada imigração mais recente, de retorno dos japoneses e seus descendentes radicados no Brasil em direção contrária, ou seja, para o Japão.

Apresentando a evolução das percepções japonesas no campo empresarial sobre o Brasil ao longo dos últimos 40 anos, o professor Kotaro Horisaka explanou como foram as negociações entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Keidanren – Federação Japonesa de Negócios. As duas entidades empresariais chegaram a um entendimento no início de setembro para promoção de um amplo acordo comercial chamado Economic Partnership Agreement (EPA).

Encerrando a atividade, Alexandre Uehara abordou as questões internacionais de interesses comuns entre o Brasil e o Japão, como o do assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ainda em sua conversa, o diretor acadêmico falou do fortalecimento da inserção internacional e da intensificação das relações bilaterais. “Os 120 anos de relacionamento entre os dois países contribuíram para a construção de uma história de conhecimento mútuo, no entanto, há ainda muito a ser desenvolvido”, destacou Alexandre Uehara.

Segundo o diretor acadêmico, o evento teve sua importância por possibilitar a reflexão sobre as relações Brasil-Japão e, com isso, buscar contribuir para que os conhecimentos dessa história possibilitem a ampliação e aprofundamento de intercâmbios entre os dois países. “O seminário, paralelamente, colocou as Faculdades Integradas Rio Branco na página oficial dos 120 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre o Japão e o Brasil, como uma das instituições que contribuiram para as comemorações”, afirmou.

O segundo seminário Brasil-Japão já tem data para acontecer: dia 13 de janeiro de 2016, no Japão. Os encontros fazem parte do projeto de elaboração de um livro que discorrerá sobre os 120 anos de relacionamento entre o Brasil e o Japão, discutindo seus aspectos históricos e contemporâneos, a importância dessa aproximação entre os dois países e os avanços e percalços nas imigrações e relações diplomáticas.


Edmundo Fujita, Hitomi Sekiguchi, Kotaro Horisaka, Masato Minomiya